Líderes, como vocês estão escolhendo suas equipes?

O mundo está mudando de maneira exponencial e os métodos de recrutamento tem mudado também, mas será que na mesma velocidade?

Antigamente os CVs eram entregues impressos em envelopes nos departamentos pessoais das empresas, depois disso era feita uma entrevista. Depois vieram as dinâmicas, os assessments. Enfim, tudo isso é válido, mas meu foco nesse texto é a conversa final, aquela derradeira que resolve o sim ou o não para o candidato ser escolhido e para o candidato escolher você e sua
empresa.

Entrevistas de quinze minutos somente baseadas em fatos e dados que estão no CV, não bastam. Até porque há candidatos especialistas em participarem de entrevistas pois lêem, se preparam e sabem melhor do que o entrevistador quais perguntas serão feitas e o que o entrevistador espera. Ou seja, a entrevista pode ser uma armadilha para o entrevistador.

Portanto, a proposta é mudar esse bate papo. E veja que coloco como bate papo e não entrevista. Entrevista pressupõe perguntas e respostas, enquanto bate papo pressupõe troca. Já começa tudo diferente. Lembre-se que esse momento é de decisão para ambas as partes.

Os millenials não trabalham somente por dinheiro, eles precisam de propósito e querem sim escolher onde irão trabalhar. E até 2025 (que está bem próximo), eles serão a maioria da força trabalhadora. Portanto, os métodos que aprendemos há 10 anos, ou até há mais tempo, não mais funcionam.

Minha sugestão para os bate papos de decisão de contratação e de ser contratado:

• Leve como um bate papo mesmo, como se você estivesse com um amigo. Afinal, essa pessoa trabalhará com você. Os bate papos com amigos envolvem cafezinho, risadas, informalidade e muita troca de ideias
• Conte a história de sua empresa para o candidato. Dessa forma, ele irá se sentir motivado a aprender mais e conhecerá mais sobre o local onde irá trabalhar.
• Conte estórias de profissionais que estiveram no cargo almejado. Essas estórias (boas e ruins) irão criar conexão emocional do candidato com o cargo.
• Compartilhe a visão de futuro da empresa, assim como as oportunidade de crescimento para o candidato. Só tome cuidado para ser o mais honesto possível para não criar falsas expectativas.
• Encoraje o candidato a falar e preste muita atenção nele mostrando interesse genuíno nele, em suas histórias, sua experiência.

Em suma, vamos humanizar mais esse processo de recrutamento e nunca perder de vista que é um processo onde AMBAS AS PARTES decidem. Quando você internaliza essa ideia de que não é só o candidato que precisa de você, mas que você também precisa dele, tudo muda.

Boa sorte nas próximas contratações! !

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